audiencia

A audiência de conciliação realizada na tarde desta quinta-feira (3), provocada pela Procuradoria Geral do Município, envolvendo Administração Municipal, Ministério Público, Sindicato de Transportadores Urbanos, lideranças comunitárias, vereadores e técnicos com o Juiz Francisco Morsh, não atingiu o seu objetivo: um acordo sobre a Ação Civil Pública que proíbe o trânsito dos veículos do transporte coletivo sobre a Ponte Borges de Medeiros.

A Promotora Júlia Flores Schütt não aceitou os argumentos do município quanto à inexistência de indícios sobre possíveis riscos na estrutura e os prejuízos aos usuários do transporte coletivo pela adoção da rota alternativa pela BR 290. O prefeito Erasmo explicou que a interdição da ponte durante a enchente foi preventiva devido à previsão de uma elevação histórica no nível do Rio Ibirapuitã, o que acabou não acontecendo. “Não existe nada comprovando que a ponte é insegura, nem que o trânsito de ônibus urbanos lotados pela BR seja mais seguro”, justifica o chefe do Executivo.

A promotoria mantém a exigência de um laudo complementar sobre as fundações, que, por submersas, não foram avaliadas pelos engenheiros da Unipampa. A Administração Municipal está confirmando a data da realização da vistoria subaquática, com o encaminhamento da contratação emergencial da empresa especializada.

Enquanto isso, as rotas continuam utilizando a BR 290, sem redução de linhas, conforme anunciado anteriormente pelo STU. Segundo o secretário de Segurança e Cidadania, Luís Cláudio Maglioli, o município já notificou as empresas por duas vezes para a normalização das linhas, conforme plano emergencial estabelecido dia 6 de novembro. Em seguida, o Ministério Público fez a mesma determinação, o que vem sendo cumprido.

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