O mercado brasileiro de arroz encerra a penúltima semana de março com preços em alta, seguindo a mesma rotina recente. Na média do Rio Grande do Sul, principal referencial nacional, a saca de 50 quilos do cereal em casca encerrou cotada a R$ 76,91, alta de 1,65% em relação a semana passada e 3,85% mais alto frente ao mesmo período do mês anterior.

O preço do arroz permanece firme na Região Sul mesmo com o avanço da colheita trazendo pressão de oferta no Rio Grande do Sul. “As negociações seguem lentas pela postura defensiva de produtores e os negócios devem ocorrer com maior facilidade para ponta compradora quando os armazéns e estoques de produtores estiverem carregados com a safra nova”, explica de SAFRAS & Mercado, Gabriel Viana.

Conforme a Emater, a colheita de arroz atinge 36% da área no Rio Grande do Sul. Na semana passada, eram 21%. Em igual momento do ano passado, eram 38 colhidos. A média para o período é de 36%.

A safra gaúcha de arroz deve ficar 10% inferior a temporada passada, devido aos problemas climáticos enfrentados. A estimativa foi feita pela analista de SAFRAS & Mercado, durante palestra realizada há pouco no 3º SAFRAS Agri Week. “A estimativa é de uma produtividade de 8.085 quilos por hectare, gerando 7,6 milhões de toneladas em 2021/22”, destaca. Em 2020/21, ficaram em 8.571 quilos e 8,4 milhões de toneladas, respectivamente.

Outro fator de suporte aos preços é o bom ritmo recente das exportações brasileiras. “Porém, a alta dos fretes pode dificultar”, ressalta o analista. Outro ponto importante é a cotação do dólar, para o Brasil seguir competitivo no mercado exportador. “Para os contratos futuros do dólar, o cenário ainda é de alta para a moeda”, completa.

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