O auditório do Centro Cultural de Alegrete acolheu um público seleto que assistiu à abertura do 1º Seminário da Associação Esporte para Todos, promovido pelo Grupo Esporte Para Todos e Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer. Com o tema “Superação! Sim, nós podemos! ’- Esporte é vida, nós escolhemos viver! ”, já na primeira palestra da noite os participantes conheceram uma bonita história de vida calcada na superação.

A educadora física Liége Gautério, 45 anos, veio de Porto Alegre para narrar como enfrentou todos os desafios para superar problemas de saúde e tornar-se uma medalhista de ouro. Diagnosticada com fibrose pulmonar, uma doença progressiva, entrou na fila do transplante e esperou um bom tempo para receber um pulmão novo, o que ocorreu em 2011. De cadeira de rodas, com apenas um pulmão, encontrou forças e muito fôlego para viver uma nova vida. Na base da superação, pegou a chance com as duas mãos, ralou muito e em 2015 ganhava medalha de ouro para o Brasil na Inglaterra como a primeira mulher transplantada a disputar uma corrida de 100 metros rasos. Dois anos depois, conquistava a medalha de prata na Espanha.

Num bate papo com os apresentadores do Seminário João Monteiro e Luciana Mesko, Liége Gautério detalhou como descobriu a doença e as trajetórias do diagnóstico ao transplante. A data do transplante, 29 de setembro de 2011, ela diz que ficou marcada como a sua segunda chance de viver. Valorizou muito o apoio da família que deu todos os cuidados de que precisava. Foi a celebração da vida, a melhor medalha que havia conseguido, comemorou.

Esta é a história de Liége que teve problema de pulmão, venceu um câncer e conseguiu recuperar os ligamentos do joelho. Mas que três meses depois de transplantada estava trabalhando e treinando. Depois de responder perguntas da plateia, Liége deixou uma mensagem, afirmando que o apoio da família é muito importante, em todas as fases, pré, durante e após o transplante. E que nunca as pessoas devem desistir, porque sempre há um propósito para quem acredita. A uma chance que é dada, em vez de considerar como um problema, encare como uma oportunidade, concluiu.

O prefeito Márcio Amaral participou da abertura do Seminário, cumprimentando os promotores e parceiros pelo trabalho de inclusão que realizam. E depois de narrar um episódio sobre superação de um menino de 13 anos que se tornou cirurgião, o prefeito reforçou que não há limite para quem quer ousar, quer fazer. A secretária de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Marcia Dornelles agradeceu as parcerias e desejou bom evento. E aproveitou para fazer uma reflexão sobre a importância de superar barreiras e limites. “Entender o outro talvez seja a maior barreira a ser enfrentada”, afirmou a secretária
A parte artística da abertura do Seminário esteve com a Escola de Dança Ballerina que também promove inclusão.

Até o dia 14 de setembro acontecerão várias atividades, entre palestras e apresentações artísticas e culturais, sempre das 19h às 21h, no Centro Cultural de Alegrete.

DPCom PMA
Alair Almeida

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