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Leite apresenta nova proposta para incorporar aumento do piso nacional ao magistério

O governador Eduardo Leite apresentou nesta quarta-feira (15) uma nova proposta ao Projeto de Lei 507, que modifica a carreira dos professores da rede estadual. A tabela incorpora o reajuste de 12,84% do piso nacional do magistério, ampliando o subsídio da categoria.
A relação mantém os mesmos índices de dispersão e garante que não haja necessidade de um completivo para atingir o piso determinado por lei. A proposta anterior, apresentada no início de dezembro do ano passado, antes do reajuste nacional, ampliava a variação de 7% para 30% nos níveis de formação, de 52% para 75% ao final da carreira e desmembrava as habilitações de mestrado e doutorado. Assim, o subsídio de nível 1 passaria para R$ 2.886,22, enquanto o último nível da carreira (6F) subiria para R$ 5.049,56.
Agora, com a nova tabela somando o reajuste de 12,84%, um professor com graduação poderá receber R$ 3.030,53 (+18%). O mesmo se aplicaria aos profissionais com especialização, que teriam aumento para R$ 3.174,84 (+24%), e aos que possuem doutorado, que ganhariam R$ 3.752,09 (+47%).
A proposta foi apresentada pelo governador em coletiva de imprensa no palácio Piratini no fim da manhã.  Ao lado do líder do governo na Assembleia Legislativa, Frederico Antunes (PP), e do secretário-chefe da Casa Civil, Otomar Vivian, Leite disse que o projeto terá impacto de R$ 350 milhões nas contas do Estado. “Não vemos como gasto e sim como investimento. Com a aprovação do projeto, milhares de professores terão aumento”, enfatizou o governador.
O projeto ainda precisa ser aprovado pelos deputados. Durante a tarde, Leite disse que vai detalhar as alterações para a base. “Faz parte de todo um projeto focado na educação. Melhorar o salário para tornar mais atraente a entrada na carreira”, disse Leite.
A reportagem do Jornal do Comércio entrou em contato com o Cpers/Sindicato, que representa a categoria, para comentar as mudanças apresentadas, mas não obteve retorno até o fechamento deste texto. Na terça-feira (14), os professores do Estado encerraram a greve contra as mudanças no plano de carreira e o parcelamento de salários, após quase dois meses de paralisação. As aulas foram retomadas nessa quarta.

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