sáb. dez 14th, 2019

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Direção do Oswaldo Aranha vai ouvir comunidade sobre Escola Cívico Militar

No final da tarde de ontem (25), o diretor da Escola Oswaldo Aranha, Ernesto Viana, convocou reunião com seu corpo de professores para esclarecer pontos que estavam na dúvida do grupo sobre a escolha do IEEOA para o projeto Escola Cívico-Militar.
O diretor relatou como tudo aconteceu, a partir de um telefonema recebido do representante da Secretaria de Educação do Estado, alegretense Paulo Magalhães, na última sexta-feira, que juntamente com o deputado alegretense Tenente coronel Zucco , confirmou a escolha do Oswaldo Aranha como escola cívico-militar.
Ernesto Viana disse claramente que ele, pessoa física, aceitou a escolha, mas precisa ouvir o grupo. A reação foi imediata do grupo presente. O primeiro a se manifestar foi o professor Jorge Sitó, do Curso Normal, dizendo que a história estava muito estranha, porquanto a escola tem curso de formação de educadores. Dizendo-se chateado com tudo o que está acontecendo, Sitó questionou valores como disciplina e ética , tarefa que compete à família, e que a escola libertadora não precisa de tacão, do silêncio nem do silenciador. “A nossa dignidade não pode ser tocada goela abaixo”, bradou de forma enfática. E logo em seguida disparou: “se eu fosse o diretor , entregava as chaves da escola”.
A ex-diretora Gláubia Jaques também seguiu na mesma linha de insatisfação e chamou a atenção para os meios legais, através da formação de uma comissão e via advogado na tentativa de uma liminar capaz de impedir o avanço do projeto. Foi enfática de que a escola vai perder alunos se for confirmada como escola cívico-militar.
A vice-diretora Carmem Dorneles, disse não ser contra a escola militar, mas que defende a escola pública onde trabalha.Ela e o diretor Ernesto Viana deverão estar em Brasília nos dias 11 e 12 de dezembro para um treinamento sobre o projeto. Que vai na formação para ver como é o projeto, mas não apoiando, disse.
O professor Vanderlei de Paula pediu a palavra para dizer que a comunidade escolar não foi ouvida. Que a escola cívico-militar é uma invasão do espaço da escola; citou o termo ideologia, mas que há tempo de virar o jogo, alertou.
A professora Luciara Leal da Silva apoiou a ideia da professora Gláubia, de formar a comissão, como sendo o melhor caminho. “É o mais sensato, porque a situação é muito difícil para todos nós”, concluiu.
Havia professores a favor, mas não quiseram se pronunciar, apesar de ter sido dito que o espaço era democrático. Para o grupo que resiste, a luta será no campo jurídico e no político.
O diretor Ernesto Viana reiterou que é interessante ir a Brasília para saber como é o projeto.
Ao final, foi decidido pela formação de uma comissão constituída por seis professores, três pais e quatro mães que, através de meios legais, farão a consulta à comunidade escolar.

Por Alair Almeida

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