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Brasília, 27 de outubro de 2015 – O excesso de chuvas e o aumento no volume de águas do Rio Ibirapuitã, aliados a falta de manutenção, agravam ainda mais a preocupação com a estrutura da ponte Borges de Medeiros, construída em 1908, em Alegrete. O assunto chegou a Brasília e foi tema de reunião proposta pelo deputado federal Luis Carlos Heinze (PP/RS) com o ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi.

O parlamentar quer aproveitar a situação de emergência decretada pelo município, já reconhecida pelo governo federal, para liberar recursos da Defesa Civil para recuperação da travessia que liga a zona leste ao centro da cidade. “Cerca de 22 mil pessoas estão do outro lado da ponte e precisam dessa estrutura, com segurança, para acessarem serviços básicos como saúde, educação e o próprio comércio”, justifica Heinze.

O ministro Occhi afirmou que constatado o abalo na estrutura da obra em decorrência dos desastres naturais, ocorridos nas últimas semanas, a Pasta poderá direcionar recursos federais para a recuperação da centenária Borges de Medeiros. “Como a ponte foi interditada após as inundações, acredito que teremos enquadramento legal para isso” afirmou.

PROJETO: Oito técnicos da Defesa Civil estão no Rio Grande do Sul para auxiliar as prefeituras na elaboração dos Planos Detalhados de Resposta – PDR – voltado para situações de emergência a curto prazo e o Plano de Reconstrução que traça medidas de médio e longo prazos. É com base nesses estudos que o Ministério da Integração Nacional define a quantidade de recursos que cada município irá receber.

De acordo com o deputado Heinze, a presença da comitiva no estado é uma oportunidade para as autoridades de Alegrete buscarem auxílio na elaboração do plano para reforma da ponte Borges de Medeiros, com todos os parâmetros para o enquadramento da interdição em decorrência dos fenômenos climáticos. “Precisamos de um projeto que deve ser elaborado e justificado pela administração local. De posse desse documento vamos trabalhar para liberar o dinheiro. É uma questão emergencial que pode salvar vidas”, afirma.

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