coletiva

A 38ª Expointer se encerrou neste domingo com volume de negócios batendo na casa dos R$ 1,70 bilhão. Na coletiva realizada na Central de Imprensa do Governo do Estado, o governador José Ivo Sartori destacou que a feira – considerada uma das maiores mostras agropecuárias da América Latina – foi uma experiência exitosa, otimista e feita com os pés no chão. Até as 14h, houve o registro de 509.204 visitantes no Parque de Exposições Assis Brasil.

Diante de um cenário de retração econômica, taxas de juros maiores que a dos últimos anos e preços mais elevados, o segmento de máquinas e implementos agrícolas teve redução de 37,4%, totalizando R$ 1,69 bilhão em negócios encaminhados. Segundo o presidente do sindicato do setor, Claudio Bier, o número é reflexo da economia nacional. Bier destaca que para o próximo ano a área de máquinas e implementos no parque estará maior e com mais empresas expositoras.

Animais 

Já a venda de animais teve incremento de 23,79% em relação ao ano de 2014. O volume chegou a R$ 15.389.240,00. Os leilões da raça Crioula e a comercialização de coberturas puxaram, mais uma vez, a venda de animais, alcançando R$ 10,98 milhões. A venda de bovinos de corte e mistos atingiu R$ 2.687.520,00 – aumento de 60% em relação a 2014, quando o desempenho foi de R$ 1.671.910,00.

O presidente da Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça, a Febrac, Eduardo Finco, salientou o crescimento em 24% nas vendas de animais neste ano. O aumento expressivo da comercialização, segundo ele, deve-se à qualidade zootécnica dos animais da Expointer.

Agricultura Familiar

Um dos espaços mais concorridos na feira, o Pavilhão da Agricultura Familiar, bateu novo recorde neste ano. A venda das agroindústrias nos nove dias chegou a R$ 2.200.504,99, incremento de 12,67% em comparação a 2014. O número de agroindústrias familiares na Expointer, que foi de 239 expositores.

Para o próximo ano, segundo Minetto, há previsão de construção de um novo pavilhão para ampliar a área da agricultura familiar.

Já no artesanato, o faturamento ficou em R$ 960.090,25, com a venda de 28.631 peças expostas na área que reuniu 282 expositores cadastrados no Programa Gaúcho do Artesanato (PGA) da Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTAS). Houve queda de 30% em relação ao ano anterior, quando o faturamento fechou em R$ 1,4 milhão.

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