A 3ª Vara Federal de Santa Maria, na Região Central do Rio Grande do Sul, condenou ontem a ex-governadora gaúcha Yeda Rorato Crusius(PSDB) por improbidade administrativa, em uma ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal pelo esquema de fraudes descoberto pela Operação Rodin, em 2007. Conforme a denúncia, Yeda sabia do desvio de verbas dos contratos entre o Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Sul (Detran-RS), a Fundação de Apoio à Tecnologia e à Ciência (Fatec) e a Fundação Educacional e Cultural para o Desenvolvimento e Aperfeiçoamento da Educação e da Cultura(Fundae). Recursos desse contrato eram destinados a financiamento político-partidário e pagamento de propina, conforme o Ministério Público Federal. Yeda também omitiu-se a “adotar providências para investigar e punir as várias denúncias que chegaram até o seu conhecimento”, diz o MPF. Na formalização de um contrato entre Detran e Fundae, em 2007, o Ministério Público viu “concorrência para manutenção das fraudes licitatórias e desvios de recursos públicos”, já que a estatal estava sob seu “comando máximo”. Com os valores desviados, o MPF aponta que Yeda os utilizou no pagamento de uma casa, comprada em dezembro de 2006, no bairro Vila Jardim/Chácara das Pedras. O imóvel foi comprado, conforme o órgão, por preço incompatível com o patrimônio e rendimentos percebidos pela ex-governadora. Yeda Crusius foi condenada a: Ressarcimento de dano causado ao erário; Perda de função/aposentadoria pública, caso ocupada à época do trânsito em julgado da sentença; Suspensão dos direitos políticos, pelo prazo de cinco anos; Pagamento de multa civil do valor total e atualizado do dano; Proibição de contratar com o poder público por cinco anos. A ex-governadora pode recorrer na própria Justiça Federal, e junto ao TRF-4. Yeda governou o estado entre 2007 e 2010. O advogado Fabio Medina Osório, que defende a ex-governadora, diz que ainda não foi notificado, e que vai recorrer ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região(TRF-4). Ela ainda afirma que essa foi uma decisão “arbitrária” e “midiática”, que “desprezou” os argumentos da defesa.

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