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Dia Internacional Cooperativismo – CAAL

O Dia Internacional das Cooperativas das Nações Unidas é celebrado no primeiro sábado de julho de cada ano. A razão da comemoração é disseminar a conscientização sobre a importância das cooperativas, destacar as metas e objetivos complementares das Nações Unidas e do movimento internacional de cooperativas.

Desde 1995 a Aliança Cooperativa Internacional (ACI) e as Nações Unidas definem o tema da celebração do Dia Internacional por meio da COPAC, uma parceria de várias partes interessadas de instituições públicas e privadas globais, sendo a ACI um membro fundador, que defende e apoia as pessoas e empresas cooperativas autossustentáveis ​​como líderes em desenvolvimento sustentável.

O tema de 2020 é “Cooperativas para Ação Climática” que tem por objeto engajar e inspirar membros cooperativistas a agir pela prevenção às mudanças climáticas.

Nos dias de hoje é praticamente impossível manter uma gestão sem o comprometimento com temas relacionados à preservação e consumo consciente, visto que são pontos que oferecem melhores condições de vida e trabalho para a sociedade.

À medida que as questões ambientais ganham senso de urgência, surgem cada vez mais regulamentações e critérios que aliam o desenvolvimento econômico com a preservação do meio ambiente. Hoje, a regra é muito clara; toda e qualquer prática definida como sustentável deve ser economicamente viável, socialmente justa, culturalmente aceita e ecologicamente correta.

Sendo o Brasil uma das maiores potências agrícolas mundiais, com crescimento constante na produção de alimentos em um momento de abertura crescente do mercado internacional, isso faz com que exista uma forte pressão em relação a necessidade de evoluir em um quesito primordial para o futuro: a sustentabilidade.

De acordo com o Relatório Brundtland, redigido pela ONU em 1987 com o título “Our Commom Future” (Nosso futuro comum), uma das premissas principais da sustentabilidade no agronegócio é que o uso de recursos naturais deve suprir as necessidades da geração presente sem afetar as possibilidades das gerações futuras. O mundo cresce em uma proporção de 4 nascimentos por segundo. Teremos cerca de 10 bilhões de humanos no planeta em 2050. Alimentar essa população crescente, fazendo do alimento o fator número 1 da saúde na terra, será uma questão a ser tratada no futuro.

A ideia da sustentabilidade se baseia na adoção de boas práticas socioambientais na agricultura, na pecuária e em todas as atividades rurais, visando garantir o bem-estar de toda a sociedade, além do equilíbrio entre produção, conservação ambiental e questões econômicas e culturais. O conceito de sustentabilidade, em suas dimensões ecológicas, interconectados, passam a representar um importante instrumento de redução de riscos e de certificação da capacidade de agregar valor a longo prazo.

Com a adoção de práticas sustentáveis, os produtores são capazes de manter a proteção natural proveniente da biodiversidade nas áreas cultiváveis, melhorando a conservação dos recursos naturais e da produtividade dessas áreas, o que, consequentemente, reduz drasticamente os impactos gerados pela produção em larga escala, aumentando o lucro do produtor, bem como diminuindo seus custos, visto que essa questão impacta na redução de desperdícios.

 

Um pensamento, ainda comum, é acreditar que a sustentabilidade representa somente a não degradação do meio ambiente. Porém, a abrangência do termo sustentabilidade vai além, incorporando questões relacionadas à qualidade de vida, competitividade empresarial, tecnologias limpas, utilização racional dos recursos, responsabilidade social, questão cultural, entre outros.

E o cooperativismo?

Um dos principais desafios da agricultura mundial é produzir alimentos para toda a população, que está em constante crescimento, e preservar, ao mesmo tempo, a natureza. Considerando esse fato, percebe-se que é necessário estar atento a todos os caminhos para alcançar esse objetivo. E uma das alternativas é o cooperativismo.

Hoje, é possível arriscar que, no dia a dia, no prato de cada brasileiro, existe um alimento produzido por uma cooperativa do Ramo Agropecuário. Essas cooperativas têm um papel fundamental nessa produção de alimentos, bem como na geração de trabalho e renda no país, se tornando parte do protagonismo desse campo.

“Sem cooperativismo não faremos o agro dos próximos 50 anos” – José Luiz Tejon Megido.

As cooperativas como a CAAL, em geral, têm realizado fortes investimentos na ampliação e na modernização das técnicas de plantio, comercialização e agroindustrialização das principais matérias-primas produzidas no Brasil.

“As consequências sociais sem a expansão do cooperativismo seriam terríveis”. – José Luiz Tejon Megido.

Além das questões de produção, o movimento cooperativista tem um dos mais eficazes modelos de assistência ao produtor rural brasileiro. Contando com 8 mil técnicos, incluindo engenheiros agrônomos, florestais, veterinários e zootecnistas, o ramo tem um papel fundamental na transferência de tecnologias e é uma referência para o agronegócio.

Muito se engana quem pensa que o sistema cooperativista contribui apenas para o desenvolvimento do agronegócio. Ele representa, ativamente, uma grande colaboração para a economia das comunidades onde atua e do Brasil como um todo.

Fonte: a partir de informações da revista MundoCoop.

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