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Em 2010 começou o Projeto RS Biodiversidade na região da Campanha e Fronteira Oeste do Estado, programa este organizado pelo governo do RS em parceria com o Banco Mundial e diversos outros órgãos, no qual a EMATER procurou canalizar os recursos na preservação do Bioma Pampa, através da melhor utilização dos recursos naturais, ou seja, integrando a nossa Pecuária baseada no Campo Nativo e seus interlocutores, o gaúcho Pecuarista Familiar. Dentro desta lógica, diversos projetos foram desenvolvidos, onde os produtores estão aprendendo e conhecendo melhor o habitat onde moram e produzem. Já foram realizados diversos encontros, Dias de Campo, todos no sentido de oportunizar aos produtores o quanto podemos melhorar os índices produtivos da nossa pecuária utilizando-se somente das riquezas naturais que nossa região proporciona.

No último dia 25, então, foi realizado mais um Dia de Campo do Programa RS Biodiversidade, desta vez nesta área que já é manejada há uma década, a qual é a prova de que se pode sempre aprender pela experiência do produtor, aliado aos novos conceitos de manejo que a pesquisa desenvolve. Cerca de 50 pessoas participaram do evento, entre produtores e técnicos, quando se pôde observar a evolução da qualidade da composição florística daquela área, resultado somente da utilização desta prática de manejo, pois jamais recebeu qualquer correção de solo, ou adubação.
Organizado pelo Escritório da EMATER de Alegrete e pela Fundação Maronna, pela manhã foram realizadas duas palestras técnicas, quando a Eng. Agr. da Fundação

Maronna Adriana Vargas falou sobre “O Campo Nativo e a Biodiversidade do Pampa” e na sequência o Méd. Vet. da EMATER de Alegrete, Márcio Amaral discorreu sobre “Ajuste de Carga e Controle do Pastejo”. Pela tarde o grupo deslocou-se até área dos piquetes, onde foram realizados cortes para cálculo da produção de forragem e ajuste da lotação, além da entrega de alguns brindes aos participantes, como camisetas e cadernetas de controles.

Fica a certeza de que mais eventos desta natureza deverão ser realizados, pois
ainda é visível o quanto de conhecimento o produtor necessita agregar ao seu dia a dia para melhorar os índices produtivos da pecuária gaúcha, além da satisfação de ver alguns com bons resultados, demonstrando a viabilidade de práticas simples de manejo.

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