audiencia

O repórter Dariano Moraes acompanhou durante todo dia desta segunda-feira, 14/11, uma audiência ni Fórum de Alegrete sobre o laudo subaquático dos pilares que sustentam a ponte Borges de Medeiros.

Mesmo com o laudo técnico, da estrutura subaquática dos pilares da Ponte Borges de Medeiros indicando condições para o tráfego de veículos, de até 16 toneladas, não houve acordo entre o Ministério Público, a Prefeitura e as empresas para a liberação do tráfego dos ônibus que fazem o transporte coletivo de Alegrete. Ainda pela manhã, para suprir dúvidas sobre o parecer técnico emitido pelos quatro engenheiros da UNIPAMPA, foi chamado à audiência o doutorando em engenharia civil, Alisson Simonetti Milani.

Ele ratificou a necessidade de realização de obras estruturais no pilar que apresenta trincas, com cintamento ou preenchimento, revitalização do guarda corpo, além de correções no leito da pista que, associadas a limitação de velocidade para 30km e sinalização específica, diminuiria o impacto na estrutura. Já o Engenheiro Luiz Carlos Souza Ribeiro, que realizou o laudo subaquático e na meso estrutura, defende em sua conclusão que a ponte não oferece risco de colapso e que a liberação para tráfego de até 16 toneladas é condição para o monitoramento das trincas do pilar se estão ativas ou passivas. A audiência foi suspensa e retomada a tarde, mas, não houve consenso para a liberação do transporte coletivo, embora o município tenha se comprometido de realizar o monitoramento diário dos pilares por um mês e, a partir daí, conforme o resultado, a realização das obras de cintamento ou preenchimento em epóxi.

As empresas seriam multadas em R$10.000,00 por infração cometida de excesso de velocidade acima dos 30km/h na passagem pela ponte. A Promotora de Justiça Júlia Schut, alegou a necessidade de um terceiro laudo técnico, através de peritagem Judicial, diante dos contrapontos entre o parecer da Unipampa e o laudo técnico. O Magistrado Francisco Luís Morsch, que presidiu a audiência, poderá manter ou revogar a liminar que restringe o trânsito na ponte. Caso haja a manutenção da liminar, o procurador do município, Daniel Rosso, promete agravar a decisão ao Tribunal.

 

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