Alegrete deverá ter, em breve, um Núcleo do Centro de Valorização da Vida (CVV), uma ONG com atendimento voluntário que tem como objetivo valorizar a vida e contribuir para que as pessoas tenham uma vida mais plena, não recorrendo ao suicídio. O CVV atua no Brasil desde 1962, como grupo de autoajuda cuja principal função é de ouvir quem está precisando desabafar, quem tem passado por momentos de tristeza e não sabe muito bem como encontrar ajuda.

O grupo está chegando em Alegrete e em breve deverá dispor de uma sala para o atendimento a cargo de uma equipe de voluntários.

Na manhã de hoje (25), o prefeito Márcio Amaral recebeu a visita do casal Paulo Renato Arnoud Grande e Salete Jaques Arnoud Grande e também de Marileuza Ballejo Galarça, articuladores da implantação do Centro de Valorização da Vida nesta Cidade. O objetivo da visita, buscar o apoio da Prefeitura para a colocação em funcionamento do Centro que precisa unicamente de uma sala para atendimento. A secretária de Saúde, Bianca Casarotto, e a Coordenadora do Serviço de Saúde Mental, Nádia Mileto, participaram do encontro e vão auxiliar no sentido de conseguir local para o funcionamento do grupo.

O Centro de Valorização da Vida tem o reconhecimento do Ministério da Saúde para o trato da prevenção ao suicídio em todo o Brasil. Atualmente, já são 109 postos em atividade, com mais de 3,1 mil voluntários atuando. E, conforme foi dito, todas as pessoas que procuram o CVV tem um ombro amigo para ouvir seus sentimentos, com sigilo e privacidade. Somente no ano passado, foram 2,5 milhões de pessoas atendidas. O atendimento é gratuito.

O Núcleo de Apoio à Vida de Alegrete atenderá pela sigla Naviale, constituída de 12 pessoas, sendo que os voluntários terão treinamento presencial e à distância. Alegrete é tido como um dos municípios com maior número de ocorrências dessa natureza. No Brasil, uma pessoa tira a sua própria vida a cada hora, sendo a quarta maior causa de morte entre pessoas na faixa dos 15 aos 29 anos.

Atendendo pelo número 188 (ligações gratuitas), o voluntário do CVV vai doar seu tempo e sua atenção para quem deseja conversar com outra pessoa de forma anônima, sigilosa e sem julgamentos ou críticas.

Para participar como voluntários, a pessoa tem de contar com mais de 18 anos, e ter pelo menos quatro horas disponíveis por semana e com a vontade de ajudar pessoas.

DPCom PMA
Alair Almeida

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