Ferreira usava escolas de samba para lavar dinheiro, diz MPF

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A nova fase da Operação Lava Jato, deflagrada nesta segunda-feira (04), aponta o envolvimento do ex-tesoureiro do PT Paulo Ferreira, de diretores da Petrobras e também de dirigentes de grandes construtoras, num esquema de fraudes em processo de licitação em contratos celebrados pela Petrobras.

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), a propina paga soma aproximadamente R$ 39 milhões.

O envolvimento de Paulo Ferreira, segundo o MPF, foi revelado na delação premiada de Alexandre Romano, ex-vereador do PT de São Paulo. Ele confirmou ter intermediado propinas em favor de Ferreira, que recebeu o dinheiro na condição de agente do Partido dos Trabalhadores.

Com relação especificamente à parte do dinheiro repassada a Ferreira, Romano confessou que usou suas empresas (Oliveira Romano Sociedade de Advogados, a Link Consultoria Empresarial e a Avant Investimentos e Participação Ltda.), para receber mais de R$ 1 milhão das construtoras integrantes do Consórcio Novo Cenpes.

O dinheiro teve origem no grande cartel formado pelas construtoras, que fixava preços e preferências, e investigado pela Lava Jato.

Ainda conforme Romano, os valores foram recebidos através de contratos simulados e repassados a pessoas físicas e jurídicas relacionadas com Paulo Ferreira, inclusive em favor dele próprio, familiares, blog com matérias que lhe são favoráveis e escola de samba.

Paulo Ferreira foi alvo de mandado de prisão preventiva na manhã desta segunda-feira (04), na Operação Lava Jato. No entanto, ele já está preso por conta de outra Operação da Polícia Federal, denominada Custo Brasil.

Rádio Gaúcha

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